Artrite de Células Gigantes (ou Temporal)

Categorias Arterite temporal

A artrite temporal, artrite de células gigantes ou doença de Horton é uma doença autoimune, de inflamação crônica das artérias de circulação sanguínea, principalmente da cabeça, pescoço e parte superior do corpo. Atinge, principalmente as artérias temporais (artérias que percorrem as têmporas e irrigam o couro cabeludo, nervos ópticos e músculos mandibulares com sangue).

Homem idoso, com as duas mãos na cabeça e a testa vermelha.

Fatores de Risco

  • Pessoas com mais de 50 anos (menos afetadas);
  • Pessoas acima de 55 anos (mais afetadas);
  • Idosos com mais de 80 anos (dez vezes mais afetados);
  • Mulheres (dois terços do total de pessoas com a doença são mulheres);
  • Pessoas com histórico de tabagismo.

Sintomas

  • Febre;
  • Dor de cabeça (frequente e intensa);
  • Rigidez e fraqueza dos músculos mastigatórios;
  • Anemia;
  • Cansaço e fraqueza;
  • Perda de peso;
  • Dores no couro cabeludo ao escovar o cabelo;
  • Visão dupla ou turva;
  • Cegueira súbita em um olho.

Tratamento

A doença não tem cura, mas pode ser tratada por meio do medicamentos corticosteroide e prednisona, para evitar a cegueira. Sem o tratamento, a pessoa pode perder totalmente a visão. A artrite temporal pode atingir qualquer artéria,  podendo causar AVC ou infarto, em casos mais graves. O uso de corticosteroide é necessário para os pacientes da doença, mas os idosos podem sofrer os efeitos colaterais do remédio. A quantidade de glicose no sangue pode aumentar, causando diabetes e podendo causar aumento da pressão arterial e redução da densidade óssea, além de poder causar confusão mental, retenção de líquido e aumento do apetite. Portanto, os médicos usam uma dose menor de corticosteroide e interrompem seu uso assim que possível. A maioria das pessoas se recupera totalmente do tratamento, mas às vezes a doença pode retornar.

Diagnóstico

diagnóstico da artrite temporal

A artrite temporal é diagnosticada por meio da avaliação médica e exames de sangue e é confirmada por meio de uma biópsia da artéria temporal. A biópsia é realizada por meio de uma incisão superficial na artéria, após a anestesia local, e depois é suturada. O diagnóstico é difícil, pois pode ser confundida com outras doenças articulares, portanto, são necessários diversos exames para confirmar a doença.

Histórico da Artrite Temporal

Ela foi descrita por Hutchinson e posteriormente por Horton, junto com colaboradores, que fizeram correlações histopatológicas e clínicas da desordem, dando o nome de arterite temporalis. Anos depois, foi consagrada como nome da doença. Após, Paulley e Hudgens, em 1960, relataram diversas formas do distúrbio, o que resultou numa grande diversidade de complicações, prognósticos e manifestações clínicas.

Ainda não se sabe a causa exata da doença. Entre 40 e 60% das pessoas desenvolve também polimialgia reumática.

Polimialgia Reumática

Corpo de uma pessoa em branco, com os ombros e o quadril em vermelho.

A polimialgia reumática é a inflamação da membrana que reveste as articulações. É predominante em pessoas do sexo feminino com mais de 50 anos. Poli quer dizer muitos e mialgia dor muscular, ou seja dor em vários músculos. A doença normalmente está relacionada com alguma outra enfermidade, em 15% dos casos e também ainda não se sabe as causas da doença. Como não se sabe as causas da doenças, não há como preveni-la. A doença é rara em pessoas com menos de 50 anos e atinge principalmente pessoas acima dos 65 anos.

Sintomas da artrite temporal

Normalmente aparecem nos dois lados do corpo e surgem rapidamente.

  1. Enrijecimento dos músculos do quadril;
  2. Enrijecimento dos músculos do pescoço;
  3. Enrijecimento dos membros;
  4. Perda de peso;
  5. Febre (menos de 38º);
  6. Perda do apetite;
  7. Mal-estar;
  8. Dor nas articulações das mãos e dos pulsos;
  9. Dificuldade de movimentação.

Tratamento

O paciente é tratado basicamente com corticoides. Quando acompanhada da arterite atemporal, as doses do corticoide são aumentadas. As doses vão sendo diminuídas até chegar numa dose mínima ou na suspensão do tratamento. Por causa do enrijecimento dos músculos e da dor, o paciente tem que ficar de cama, o que diminui sua qualidade de vida e o não tratamento pode levar a cegueira permanente. Porém o corticoide pode causar alguns efeitos colaterais, como ganho de peso, insônia, osteoporose, catarata, aumento da glicose no sangue, aparecimento de hematomas e afinamento da pele. A fisioterapia é recomendada para pacientes que ficaram muito tempo sem movimentar os músculos, para fortalece-los e alonga-los.

A arterite temporal não tem cura e não existem fatores de risco para a doença, nem mesmo fatores hereditários.

Diagnóstico

A doença é diagnosticada por meio de exames físicos e de sangue e por meio da análise da reação do paciente a corticoides. Pessoas com a doença tendem a ter uma melhora elevada após o uso do medicamento.

http://arquivosdeorl.org.br/conteudo/pdfForl/570.pdf

https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/0002934379907447

https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1002/art.1780240706

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